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História de Israel : Israel nos anos 1970 e 1980
Fotografias em Israel

O Egipto e a Síria envolveram-se novamente numa guerra com Israel, através de uma política militar coordenada e orientada por uma estratégia de surpresa. Os combates iniciaram-se nas fronteiras egipto-israelita e sírio-israelita a 6 de Outubro de 1973, e, apesar da desvantagem inicial provocada pelo factor surpresa, rapidamente o exército israelita se reorganizou, obtendo uma vitória ainda maior do que a conseguida em 1967. Mas, já em 1977, devido à pressão exercida pelos Estados Unidos, iniciaram-se conversações entre o Egipto e Israel, que culminaram com a assinatura dos Acordos de Paz de Camp David.

Arrumada a questão com o Egipto, Israel elegeu o Líbano como inimigo, com o objectivo de destruir o quartel-general da OLP. Assim, a 6 de Junho de 1982, Israel, com o apoio dos falangistas libaneses, invadiu o Líbano que, apesar do apoio sírio, viu o seu exército derrotado, acontecendo o mesmo com as forças palestinianas. Em 1983, Israel e o Líbano, com o apoio dos Estados Unidos, assinaram um acordo para a retirada das tropas israelitas, acordo esse que, apesar da oposição da Síria e de muitos dos libaneses que obrigaram o Governo líbio a recuar nas decisões tomadas, é respeitado por Israel. Alguns anos mais tarde, mais precisamente em 8 de Dezembro de 1987, nasceu na Faixa de Gaza um levantamento popular a que se deu o nome de Intifada, movimento que se baseava na realização de diferentes tipos de boicotes a Israel, manifestações populares, ataques a residentes israelitas e uma guerra de pedras levada a cabo pelos mais jovens contra os soldados israelitas.

Este movimento palestiniano provocou uma política de repressão militar por parte de Israel, levando mesmo a que a Jordânia abdicasse das suas pretensões sobre Jerusalém Oriental e a Faixa Ocidental. Entretanto, em Agosto de 1990, o Iraque invadiu o Koweit, e esta invasão levou a comunidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, a intervir militarmente em Janeiro de 1991, no intuito de libertar o Koweit. Antes, durante e após a Guerra do Golfo, Israel manteve-se afastado de qualquer intervenção directa no conflito por pressão dos Estados Unidos, que assegurou a defesa daquele país contra os ataques iraquianos. No final desse ano, iniciou-se um período de conversações entre Israel e a OLP, que acabaria por levar à assinatura da Declaração de Princípios, onde, não só os israelitas e os palestinianos se reconheciam mutuamente, como previa a saída de Israel dos territórios ocupados da Faixa de Gaza e Jericó.

Guerra Kippur
Guerra Kippur
No entanto, a transposição dos acordos de paz assinados a 14 de Setembro de 1993 para o terreno revelou-se mais difícil do que se pensava, tantos foram os incidentes provocados pelos grupos mais extremistas, quer palestinianos, quer israelitas.
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