História da França: de Gaulle e a 5.a república
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Fotografias em França |
Um governo provisório da «Frente Unida», chefiado pelo general De Gaulle, assumiu o poder na reestabelecida república, antes de ter sido redigida e aprovada uma nova constituição pela IV República, em Janeiro de 1946. Esta previa mais poderes para a Assembleia Nacional em detrimento do executivo. Com a formação de 26 governos provisórios, entre 1946 e 1958, o verdadeiro poder passou para as mãos da função pública que, através da introdução de um novo sistema de «planeamento económico indicativo», conseguiu uma rápida reconstrução económica do país. Neste período verificou-se ainda a descolonização da Indochina francesa em 1954, de Marrocos e da Tunísia em 1956 e a entrada para Comunidade Económica Europeia em 1957. A IV República foi derrubada em 1958 na sequência de uma crise política e militar motivada pela independência da Argélia, que quase conduzia à revolta do exército francês. De Gaulle foi chamado de novo para chefiar um governo de unidade nacional e supervisionar a elaboração da nova Constituição da V República que atribuía mais poderes ao Presidente e ao primeiro-ministro. |
De Gaulle |
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O general De Gaulle, que se tornou presidente em 1959, restaurou a estabilidade interna e presidiu à descolonização da África francófona, incluindo a independência da Argélia em 1962. Mantiveram-se estreitos laços económicos com as antigas colónias. De Gaulle iniciou igualmente uma nova política externa e em 1966 retirou a França da cooperação militar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), tendo desenvolvido uma força nuclear autónoma de dissuasão. A era De Gaulle correspondeu a um período de crescimento económico e de forte migração rural-urbana. Em termos políticos houve, contudo, uma censura apertada e uma forte centralização dos poderes. Em 1967 a população reagiu contra o paternalismo de De Gaulle ao votar em menor número na "coligação de direita", que ganhou com uma maioria relativa. Em 1968 a nação ficou paralisada por ocasião das manifestações de estudantes e trabalhadores que a partir de Paris se espalharam a todas as províncias e em breve ameaçaram o Governo. De Gaulle convocou eleições e obteve uma vitória esmagadora. Em 1969, contudo, foi derrotado num referendo realizado sobre as suas propostas de reforma do Senado e dos governos locais, razão pela qual se demitiu. O antigo primeiro-ministro do general De Gaulle, Georges Pompidou, foi eleito presidente, tendo prosseguido com a políticas gaullistas até à sua morte em 1974. |
O general de Gaulle |