Fotografias - Viagem

Origens da Irlanda


As montanhas irlandesas
As montanhas irlandesas. Imagem E. Buchot

O povoamento da ilha remonta a 6000 a. C., mas só em 300 a. C. é que um povo se estabelece de maneira decisiva: os Celtas. Por alturas do início da Era Cristã, estes encontravam-se divididos em cinco reinos, usualmente designados por os Cinco Quintos - Ulster, Meath, Leinster, Munster e Connaught -, sendo cristianizados por S. Patrick no século V. Em 795, a Irlanda é invadida pelos Noruegueses, permanecendo na ilha até 1014, ano em que são derrotados pelo principal rei irlandês, Brian Boru.

Libertados do domínio norueguês, cada um dos reinos irlandeses tenta impor-se aos demais, ao mesmo tempo que se começa a sentir a influência do movimento da Reforma, formando-se, consequentemente, dioceses dentro das fronteiras dos diferentes reinos. Contudo, esta situação é alterada em 1171, quando o rei inglês Henrique II, encorajado pelos papas Adriano IV e Alexandre III, invade a Irlanda, autoproclamando-se senhor de toda a ilha.

Ao longo dos séculos, os colonos ingleses foram assimilando a cultura irlandesa, fazendo com que, no século XV, apenas a pequena região de Pale (situada ao redor de Dublin) permanecesse totalmente fiel à Coroa inglesa. O poder efectivo na Irlanda estava nas mãos dos condes de Kildare, designados oficialmente para esse efeito pela Inglaterra, mantendo-se esta situação até à Reforma inglesa levada a cabo por Henrique VIII de Inglaterra no século XVI. Esta Reforma, cujo espírito se movia contra a Igreja Romana, oficializava a Igreja Anglicana, cujo líder residia na figura do rei de Inglaterra, neste caso Henrique VIII, acto que se tornava extensivo, por exemplo, à Irlanda, atribuindo-se àquele monarca o título de rei da Irlanda (1541). Inevitavelmente, este processo levou os irlandeses à rebelião, mas, apesar de no reinado da rainha Maria (1553-58) ter sido restaurado o catolicismo romano, tal não coibiu a rainha Isabel I (1558-1603) de restabelecer e fortalecer a Igreja Anglicana na Irlanda, política esta que só em 1691 daria aos anglicanos o controlo das terras e dos cargos administrativos na Irlanda.

Século XVIII


O século XVIII foi marcado por reivindicações levantadas pelos protestantes irlandeses com vista a diminuir o controlo da Coroa inglesa, culminando mesmo com a ocorrência, em 1798, de uma revolta que forçou a Inglaterra a tomar uma posição de força, levando a que fosse constituído o Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda em 1 de Janeiro de 1801. Esta união veio aprofundar a rivalidade entre os católicos e os protestantes e as constantes agitações sociais levaram a Irlanda à penúria, exacerbada pelos anos de fome entre 1846-51, provocando a emigração de mais de 2 000 000 de irlandeses. Após este período nasceu entre os exilados um movimento revolucionário conhecido por fenianismo, que rapidamente se propagou na Irlanda através do jornal The Irish People.

Este movimento, financiado pelos emigrantes radicados nos Estados Unidos, fomentou várias acções rebeldes (inclusive uma rebelião nacional em 1867) contra os interesses ingleses no território, conseguindo assim que algumas reformas fossem aprovadas no Parlamento irlandês, como por exemplo a Lei da Terra Irlandesa (1870), que instituiu os princípios de direito de posse e de compensação para aqueles que mais esforços fizessem no combate contra a pobreza. Contudo, estas acções refrearam um pouco, devido, quer à constante presença dos conservadores no Poder, quer a rivalidades entretanto surgidas no seio dos nacionalistas.

Irlanda no início do século XX


Em 1906, a situação alterou-se com a grande vitória dos liberais nas eleições parlamentares, permitindo aos nacionalistas ganharem terreno gradualmente até conseguirem ver aprovado pelo Parlamento em 1911 uma lei que reduzia os poderes dos lordes. Entretanto, os irlandeses unionistas do Ulster, apoiados pelos ingleses, iniciaram uma campanha contra as leis nacionalistas aprovadas pelo Parlamento irlandês, chegando mesmo a declarar a constituição de um governo provisional no Ulster em 1912. Este clima de tensão degenerou em guerra civil a 24 de Abril de 1916, sendo declarado o governo provisório irlandês, cujos líderes foram no entanto executados pelos ingleses. Esse acto provocou uma reacção ainda mais forte de descontentamento por parte dos irlandeses, visível nas eleições de 1918, que deram a vitória ao Sinn Fein (fundado no início do século XX) liderado por Eamon Valera, um sobrevivente da revolta republicana de 1916. Nesta conjuntura entra em cena o Exército Republicano Irlandês (IRA), organizado para resistir à administração inglesa e assegurar o reconhecimento do Governo republicano, mas rapidamente orienta as suas forças para acções terroristas.

A divisão da Irlanda decorreu do Acto de Governação da Irlanda, que foi aprovado em 1920 com o consentimento inglês e o apoio norte-americano. Na sequência do Tratado Anglo-Irlandês assinado a 6 de Dezembro de 1921, a Irlanda passou a ser designada por Estado Livre Irlandês, mantendo-se a Irlanda do Norte separada deste processo. Em 1937, uma nova Constituição foi aprovada, decretando, não só o fim do domínio da Coroa inglesa, como a substituição do nome "Estado Livre Irlandês" pelo nome Eire, que significa em irlandês Irlanda, facto que constituiu o primeiro passo para a oficialização da República da Irlanda, o que só veio a acontecer em 1948. A Inglaterra reconheceu o novo estatuto da Irlanda em 1949, mas quanto às pretensões irlandesas em incluir a Irlanda do Norte (também conhecida por Ulster) neste processo, avisou que tal só podia acontecer unicamente por vontade expressa do Parlamento do Ulster. Este problema tem marcado, desde então, a história daquela região, confrontando-se, de um lado, a vontade da República da Irlanda em unir a ilha e do outro uma Irlanda do Norte que prefere manter-se sob a Coroa inglesa. O factor religioso tem uma enorme importância nesta divisão, já que a Irlanda é esmagadoramente católica, enquanto o Ulster é maioritariamente protestante. A situação agravou-se com o ressurgimento do IRA no final da década de 50, início da década de 60, cujos ataques contra as forças inglesas situadas ao longo da fronteira do Ulster agudizaram a tensão entre as duas Irlandas. Em 1973, a Irlanda e o Ulster, firmaram o Acordo Sunningdale (que durou apenas um ano), onde se declara que a relação do Ulster com a Inglaterra só pode ser alterada através da vontade expressa da maioria da população do Norte, ao mesmo tempo que se cria o Conselho da Irlanda, composto por membros dos dois parlamentos. Um acordo semelhante - excepto quanto à criação do Conselho - foi feito entre a Irlanda e a Inglaterra em Novembro de 1985, como resultado de iniciativas constitucionais levadas a cabo desde 1981 pelo primeiro-ministro irlandês Fitzgerald na defesa da reunificação.

Estas conversações ao mais alto nível têm mantido de fora o braço político do IRA, o Sinn Fein, mesmo após o IRA ter anunciado a 31 de Agosto de 1994 o cessar de operações militares, na sequência do acordo anglo-irlandês assinado por John Major e Albert Reynolds em Dezembro de 1993. Este acordo previa a inclusão do Sinn Fein nas negociações de paz caso o IRA terminasse com os actos de violência na Irlanda do Norte. Assim, novos ataques contra a Inglaterra foram feitos pelo IRA já em 1995, mas desta vez privilegiando a cidade de Londres. Esta nova estratégia foi encarada como uma forma de pressão sobre o Governo de John Major, aproveitando a fraca popularidade que este possuía junto dos Ingleses. A posição da República da Irlanda perante toda esta conjuntura não tem sofrido alterações, apesar de em Dezembro de 1994, após o desmembramento da coligação governamental Partido Trabalhista/Fianna Fail liderada por Reynolds, o líder do partido Fine Gael, John Bruton, ter sido eleito primeiro-ministro. © Irlanda © Origem Emmanuel BUCHOT e Infopedia.

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