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História da França: a presidência de Jacques Chirac
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No período que antecedeu as eleições presidenciais de 1995, tornou-se evidente a existência de uma divisão no seio do partido conservador RPR, quando ficou claro que tanto Jacques Chirac, antigo primeiro-ministro e líder do RPR, como o primeiro-ministro Balladur, pretendiam concorrer à presidência. Balladur desistiu após a primeira volta das eleições e, em Maio, Chirac foi eleito presidente com uma confortável margem sobre o candidato socialista Lionel Jospin. Em 1997, a vitória nas eleições antecipadas coube à esquerda, de Jospin, mas só na segunda volta. Lionel Jospin assumiu o cargo de primeiro-ministro, anunciando uma política socialista de inspiração nórdica. No plano económico, Jospin aumentou os salários em 4% e reduziu as despesas fiscais às pequenas e médias empresas.

Mitterrand

Em Setembro de 2000, os franceses aprovaram, em referendo, a redução do mandato presidencial, de sete para cinco anos, mas a elevada taxa de abstenção desvalorizou a reforma constitucional. Cerca de 70% (mais 16% de votos brancos ou nulos) dos eleitores franceses não votou, uma percentagem de abstencionismo superior à verificada, em 1988, no referendo que fixou o estatuto do território ultramarino da Nova Caledónia.

A passagem ao quinquenato foi aprovada por 73% dos votantes, mas esta percentagem representava menos de um quinto dos eleitores inscritos.

Ao abster-se em massa, os franceses criticaram o funcionamento da democracia em França e indicaram que preferiam ser consultados sobre as suas preocupações mais concretas. Por outro lado, a redução do mandato presidencial reunia o consenso dos principais partidos políticos e poderia ter sido aprovada pela tradicional via parlamentar. Em Maio de 2002, a França foi às urnas eleger o novo presidente da República. Jacques Chirac foi eleito com 82,1% dos votos e Jean-Marie Le Pen não foi além dos 17,9%, sendo que a taxa de abstenção atingiu quase os 30%.

Entre a primeira e a segunda volta das eleições, a França viveu em sobressalto, com manifestações quotidianas que culminaram na demonstração de força do Primeiro de Maio, em que as ruas de Paris foram invadidas por mais de um milhão e meio de pessoas, que se manifestaram contra o racismo e a xenofobia. Pela primeira vez desde 1969, a esquerda esteve ausente do duelo presidencial, com a eliminação do candidato socialista, Lionel Jospin, na primeira volta. O Partido Socialista Francês, de esquerda, acabou por apoiar a candidatura de Chirac. A insegurança, a precaridade no trabalho, uma sociedade urbana e uma economia mundial que evoluíam mais depressa do que o resto do país, explicaram em parte o voto em Le Pen.

Em Junho, tiveram lugar as eleições legislativas, que deram maioria absoluta ao partido criado por Jacques Chirac, a União para a Maioria Presidencial. Tratou-se de uma larga maioria para os neogaullistas que, desde a Presidência à Assembleia, passando pelo Executivo e pelo Senado, passaram a deter praticamente todos os poderes da República francesa. Depois de Portugal e da Holanda, a França juntou-se assim à longa lista dos países europeus que optaram por maiorias de direita. A extrema-direita não atingiu os 12% e não elegeu nenhum deputado. Quanto à abstenção, a ausência de mensagens fortes, tanto à esquerda como à direita, e

a presidência de Jacques Chirac
A presidência de Jacques Chirac
um certo cansaço provocado por sucessivos escrutínios no espaço de dois meses, terão desmobilizado quase 40% do eleitorado, ou seja, 15 milhões de franceses. Na sequência das eleições legislativas, Jean-Pierre Raffarin tornou-se primeiro-ministro.
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