A Rússia uma nova república independente
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Fotografias em Rússia |
A Federação Russa contém praticamente metade da população da antiga URSS incluindo cerca de 70% da sua produção agrícola e industrial. É uma vasta federação, abarcando 11 fusos horários, numa extensão de 3 000 km do oceano Árctico até à China, e compreendendo 22 «repúblicas autónomas», 5 «regiões autónomas» e 10 «distritos autónomos», correspondendo cada uma destas divisões a um grupo étnico distinto de habitantes não-russos, incluindo os tártaros, os chechenos, os chuvash, os daguestanis, os buriatas, os yakuts, os camulcos e os chuchi, todas elas com o seu próprio Parlamento e leis. Depois de 1990 muitas delas fizeram as suas próprias declarações de soberania ou independência, mais visivelmente a república da Tartária, rica em petróleo e predominantemente muçulmana, e onde reside a maior minoria étnica de origem russa, a república da Basquíria, rica em gás natural, a república siberiana da Yakutia e a república Tchecheno-Ingúchia no sudoeste, que dificultou a sua integração na nova federação, apesar da Rússia lhe ter prometido a concessão de uma considerável autonomia. |
A federação da Rússia |
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A Federação da Rússia viu-se também confrontada com a ameaça de reivindicações territoriais e conflitos fronteiriços por parte das repúblicas vizinhas. A nova Federação da Rússia, apesar da fraqueza da sua economia, permaneceu como uma «grande potência». Herdou grande parte dos bens estratégicos e militares da antiga URSS, incluindo um lugar permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (tomado em 1992), as embaixadas espalhadas pelo mundo e um considerável arsenal militar de armas convencionais e nucleares. Apesar do crescimento das fricções internas, foi assinado em Março de 1992 um tratado federal entre Ieltsin e os líderes de 18 das 20 principais subdivisões políticas da Rússia, dando aos governos regionais uma maior autonomia no seio da ampla federação. As repúblicas da Tchecheno-Ingúchia e Tartária recusaram assinar o Tratado. |
Boris Ieltsine |
Os problemas económicos da Rússia de Ielsin |
A preocupação imediata da Rússia foi para com a rápida deterioração dos padrões de vida, a par das restrições de alimentos e bens de consumo, em resultado do fim do sistema de controlo dos preços e da reestruturação do comércio e dos sectores militar e industrial. Em Janeiro de 1992, perto de uma dúzia de cidades foram abaladas por manifestações de consumidores protestando contra o levantamento do controlo dos preços. Os esforços internacionais feitos no sentido de estabilizar a economia russa envolveram o empréstimo de 2,5 biliões de dólares por parte do Fundo Monetário Internacional, em Agosto, e a oferta em Setembro de 1992 de mais de 1 bilião de dólares em ajuda alimentar por parte dos EUA. Durante 1992, foram privatizadas 46 815 pequenas empresas, na sua maioria lojas. O país permaneceu atormentado pela hiperinflação (com os preços a aumentarem 2000% em 1992) e pelo declínio da produção. Em Abril de 1993 foi negociado um novo empréstimo do Fundo Monetário Internacional no valor de 13 biliões de dólares, dependente da implementação das reformas de mercado. |
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