A população africana
|
África |
A desertificação do Sara, começada há dez milénios, é a causa dos grandes movimentos de populações que conduziram os homens caçados pela seca de estabelecer-se em margem do deserto (vales Nil, o Níger) ou a meter-se nas florestas équatoriales do Sul para desenvolver civilizações originais. Seguidamente, o Sara, que tem-se tornado hostil, fez serviço de barreira entre os povos da África subsariana, desprovidos de cavalos ou camelos, e os da África do Norte que, uma uma vez possessão destas montagens (para o fim do 1 milénio antes da nossa era), adquiriram uma superioridade e desenvolvidos de grandes vias de comunicação através do deserto. |
Na parte setentrional do continente, incluindo ao Sara, Berbères e os Árabes ficaram majoritária. Ao Sul do Sara, os Pretos são mais numerosa; constituem mais 70 % da população do continente. Cerca de grupos de Khoisans, os Mateiros e o Hottentots, subsistem no Sul da África. Pygmées habitam a bacia do Congo. Conta-se cerca de 5 milhões de habitantes de origem europeia, principalmente no Sul da África, e de numerosos expatriados temporários. Uma população indiana cerca de de 1 milhão de pessoas vive do comércio nas cidades da África oriental e na África do Sul. Embora a África constitua um quinto da totalidade da superfície terrestre, representa apenas 12,6 % da população mundial. |
Em 2005, considerava-se a população total do continente mais de 905 milhões de habitantes. A densidade média de 30 habitantes ao Km ² representa cerca de deux-tiers da média mundial (48 habitantes ao Km ²). Esta estatística engloba vastas extensões, como os desertos do Sara e Kalahari, que são virtualmente desabitadas. Se tomar-se em conta apenas a população que vive sobre as terras aráveis ou produtivas, a densidade média atinge 139 habitantes ao Km ². |
As regiões o mais densamente possível povoadas do continente situam-se ao longo das costas setentrionais e ocidentais, nas bacias o Nil, o Níger, o Congo e o Senegal e na região dos Grandes Lagos. A Nigéria, com os seus 130 milhões de habitantes (em 2005), o país é povoado mais uma África, mas o Ruanda (347 habitantes ao Km ², estimativa 2006) e o Burundi (315 habitantes ao Km ²), que contam entre mais pequenos os países do continente, têm uma densidade muito importante, em zona de colinas, uma realidade que é a causa de problemas sociais, económicos e políticos. A taxa de natalidade na África atinge 38 ‰ (em 2006). Os progressos da medicina desdela Seconde Guerremundiais provocaram uma forte queda da taxa de mortalidade (15 ‰ em média). A população cresce anualmente 2,3 % (2,6 % sobre o período 1975-2005). Contudo, estas estatísticas variam largamente de um país ao outro e de acordo com as regiões: a taxa de crescimento natural atingiu 3,41 % no Uganda sobre o período 2000-2005, contra 1,48 % ao Marrocos. A pirâmide das idades é muito larga à base: por exemplo, a idade mediana da população no Uganda atinge 14,8 anos em 2005,15,8 anos ao Mali. À origem essencialmente rural, a população africana urbanise rapidamente, nomeadamente na África do Norte. |
|
A população africana. Encarta |
Os centros urbanos atraem multidões de emigrantes das zonas rurais que se instalam como residentes permanentes ou como trabalhadores sazonais. O crescimento urbano é particularmente rápido desde os anos 1950 (em 2006, mais 37 % da população africana vivia em cidade). A emigração sazonal do Sahel (Mali, Burkina, Níger) efetua-se para os portos do golfo da Guiné (Abidjan, Acra, Lagos). Na África central, as minas e as fábricas da Zâmbia, do Zimbabwe e a África do Sul favorecem o êxodo rural. Os habitantes do norte da África escolhem a França e, mais recentemente, de outros países da União europeia. As guerras civis que estoiraram em vários países, bem como as secas e as fomes provocaram a emigração maciça de refugiados (Ruanda, Libéria, Somália). |
Pesquisa personalizada
|