História das instituições políticas da África do Sul
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Fotografias em Africa do Sul
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Até em 1994, no âmbito do Apartheid, a África do Sul era governada pela minoria branca. Em fevereiro de 1990, Frederik de Klerk, preside da República da África do Sul desde o setembro 1989, lança “uma política de reconciliação nacional”. A legalização das organizações opostas ao regime de Apartheid e a liberação dos prisioneiros políticos, dos quais o líder histórico do Congresso nacional africano (African Nacional Congresso, ANC), Nelson Mandela, marca o primeiro passo para uma reintegração do Pretos na vida política sul-americana. |
Em outubro de 1990, a lei sobre a segregação nos lugares públicos (Separate Amenities Act) é revogados. Após a supressão das últimas leis de Apartheid em junho de 1991, uma Convenção para uma África do Sul democrática (Convention for a Democratic South Africa, Codesa) reune-se para negociar a transformação do regime sul-americano numa democracia pluriethnique. Associa os representantes dos partidos políticos pretos, métis, indianos e brancos, excluindo a extrema direita afrikaner, hostil à qualquer abertura do regime ao Pretos. O ano seguinte, mais dos dois terços dos eleitores brancos aprovam por referendo a política de reformas efetuada por Klerk. Em 1993, os negociadores atribuem-se sobre a organização de eleições multiraciales, previstas para abril 1994. Um Conselho executivo de transição é posto em lugar para supervisionar o voto. Este consagra a vitória do ANC. Nelson Mandela torna-se o primeiro presidente preto do país. Em setembro, o novo Parlamento adopta uma Constituição provisória, prevendo um regime transitório para uma duração de cinco anos. |
O regime assim posto em lugar quer-se consensual, conjugando o princípio representativo “de um homem, uma voz”, afirmado pelo ANC, e a representação dos partidos minoritários, associados ao exercício do poder. Desta maneira, se o ANC, majoritário à Assembleia nacional, detem os postos de presidente da República, primeiro Vice-Presidente e presidente da Assembleia, o Partido nacional Frederik de Klerk e o Inkatha Freedom Party (“Partido da liberdade Inkatha”), movimento à dominante zouloue, dirigido por Mangosutu Buthelezi, é representado no governo de união nacional, constituído em maio de 1994. Após a instauração destas instituições provisórias, a África do Sul orienta-se para uma normalização política. Inicialmente, o ANC consagra a sua dominação ganhando as eleições locais de novembro 1995, seguidamente o país adopta 8 de maio de 1996 uma nova Constituição democrática. |
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Parlamento de Pretoria Encarta |
Consequência mais imediata é a partida dos membros do Partido nacional do governo transitório, o governo doravante dirigido pelo partido político majoritário. Esta nova Constituição primeiro é rejeitada pelo Tribunal constitucional para finalmente ser promulgada 10 de dezembro de 1996. Simboliza a instauração, na África do Sul, verdadeira de uma democracia parlamentar e faz do país um Estado de direito. Em junho de 1999, Thabo Mbeki sucede Nelson Mandela ao posto de presidente da República. |
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