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História do Tibete
Fotografias em Tibet

A história do Tibete só é conhecida a partir do século VII, quando é pedida em casamento uma princesa chinesa para casar com o rei do Tibete (635). Antes desta data, sabe-se que existiram tribos nómadas (Chiang) que se instalaram, desde o século II, no Noroeste da China. No século VII, os tibetanos eram adeptos de uma forma de xamanismo (Bon), mas como as mulheres do monarca Song-tsen Gampo, fundador de Lassa, eram chinesas budistas, este mandou chamar monges da Índia.

Porém, este budismo estava repleto de práticas tântricas e magias, o que levou a que fosse feita uma fusão entre este budismo e a religião Bon. A este monarca é também atribuída a criação do exército e a introdução da escrita. A importância do Tibete foi crescendo a ponto de rivalizar com as dinastias chinesas Tang e Sung, no que diz respeito ao seu poderio militar e político. Contudo, entre os nobres foi surgindo uma certa rivalidade que acabou por levar à queda da monarquia tibetana (838), à respectiva fragmentação do Tibete em principados e à aniquilação do budismo, acabando por sucumbir a dinastia reinante em 905, o que levou o Tibete a afastar-se para sempre e a ocupar o papel que hoje detém na cadeia montanhosa. Em 1042, o monge indiano Atisha restaurou o budismo e, em 1207, os nobres e os monges caíram nas mãos do temível Gengis Khan. Porém, em 1239, o Tibete foi invadido pelos Mongóis o que levou os tibetanos a confiar as suas vidas aos superiores do Mosteiro de Sakya.

O Budismo corrompido só foi restaurado com a ida para o Tibete de um asceta proveniente da China Central, Tsong-kha-Pa (c. 1356-1418) que obrigou o clero ao celibato e a uma disciplina monástica rigorosa. No final do século XV, e devido às novas normas introduzidas por este monge, nasceu o lamaísmo tibetano que assenta em dois chefes: o Dalai Lama, reencarnação do Bodhisattva que reside em Lassa, e o Panchen Lama , reencarnação de Buda (Amitabha), que reside no Convento de T-shi-lhum-po.
No século XVI, o lamaísmo converteu ao budismo a Mongólia e, no século XVIII, os imperadores manchus da China intervieram no Tibete para afastar os zúngaros que o invadiam, instalando em 1720 uma base chinesa em Lassa e dando início ao protectorado sobre o Tibete que se iria manter até à revolução chinesa de 1911. Nesta altura, os ingleses, que tinham negociado um tratado com o Tibete em 7 de Setembro de 1904 para a abertura de novos mercados ao comércio britânico, uma vez que a

Historia do Tibete
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conquista da Índia era o novo centro das atenções dos ingleses e aproveitando-se da fraqueza da China que reconheceu este tratado em 1906, ajudaram os tibetanos a expulsar os chineses, restaurando-se o 13º Dalai Lama que os chineses destituíram em 1910, quando invadiram o Tibete, obrigando-o a exilar-se na Índia.
Em 1914, a Convenção de Simla restituiu a independência ao Tibete. Em 1951, é novamente anexado pela China de Mao Tsé Tung e transformado numa região autónoma, levando o Dalai Lama a refugiar-se na União Indiana e desaparecendo o Tibete como nação independente, sendo o genocídio uma prática corrente contra os tibetanos.
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