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Arte e cultura em Espanha
Fotografias em Espanha

Na arquitectura, o período românico pode ser encontrado em várias igrejas ou no Pórtico da Glória, na Catedral de Santiago de Compostela. Do gótico, os exemplares mais significativos são as catedrais de Burgos, de Leão e de Toledo, todas elas do século XIII. Nos séculos XV e XVI, surgiu o chamado estilo isabelino. O Renascimento na Espanha ficou marcado, especialmente, nos exemplares arquitectónicos de Salamanca. Posteriormente, a arquitectura evoluiu para o estilo herreriano que se encontra expresso no Mosteiro do Escorial, em Madrid. Os maiores arquitectos barrocos foram Churriguera e Pedro de Ribera.

A arte e a cultura em Espanha
A arquitectura e a arte em Espanha

Na mesma época, destacaram-se os escultores Manuel Pereira, J. Martínez Montañes e Alonso Cano. Na pintura, sobressaíram Diego Velásquez, Ribera e Murillo. No período neoclássico, foi Goya quem mais se destacou, sendo o iniciador da pintura moderna. No século XX, surgiram os nomes de A. Gaudi na arquitectura; de Pablo Picasso, de J. Gris, de Joan Miró e de Salvador Dalí, na pintura.
No campo da filosofia e da teologia, a Espanha encontra-se representada por Séneca, defensor do estoicismo; por Averróis, comentador de Aristóteles; por Maimónides, que procurou conciliar a fé judaica com o racionalismo grego; por Francisco de Vitória e por Francisco Suárez, os fundadores da escolástica; por frei Luís León, por Sta. Teresa d'Ávila e por S. João da Cruz, os místicos do século XVI; e por J. Ortega y Gasset, que fundou a escola de Madrid.
A nível literário, a primeira grande obra é o Cantar de Mio Cid, composta em cerca de 1140. O rei Afonso X desenvolveu a lírica, em galaico-português, e a prosa, em castelhano. A obra La Celestina marcou a entrada do Renascimento literário em Espanha. Os séculos XVI e XVII representaram uma das épocas de ouro nas letras espanholas. Destacaram-se os poetas místicos frei Luís de León e S. João da Cruz; a prosa clássica de Sta. Teresa de Ávila, que escreveu a novela picaresca El Lazarillo de Tormes, e Miguel de Cervantes, que escreveu a novela picaresca D. Quixote (obra); os poetas cultistas Luís de Gôngora e Francisco de Quevedo; os dramaturgos Lope de Vega, Tirso de Molina e Calderón de la Barca, autor de La Vida es Sueño.

A arquitectura e a arte em Espanha. Foto E. Buchot
No século XX, surgiram os nomes de Miguel de Unamuno, de Azorín, de M. Machado, de Federico García Lorca e, dos que receberam o Prémio Nobel, J. Echegaray y Eizaguirre, J. Benevente, Ramón Jiménez, V. Aleixandre e Camilo José Cela.
Na música, os nomes mais conhecidos são: o polifonista T. L. Victoria e os compositores Morales, Guerrero, J. Albéniz, E. Granados, M. de Falla, Joaquín Rodrigo e os contemporâneos Maurice Ohana, Luís Pablo, Cristóbal Halffter, Joan Guinjoan, Tomás Marco, José Luis Turina e Alfredo Aracil, entre outros. A guitarra de flamenco continua a acompanhar a dança tradicional dos ciganos andaluzes, em que as mulheres dançam com saias apertadas e com folhos e cobrem a cabeça com mantilhas de renda sustentadas por altas travessas no cabelo. Um dos músicos andaluzes que, actualmente, mais tem divulgado o flamenco em todo o mundo é Paco de Lucia, o célebre "tocador solitário de guitarra flamenca". Espanha. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-05-24].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$espanha>.
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